A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos.
A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.
A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos...
TUDO BEM!
O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum...
é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos.
Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.

24 julho, 2010

DESENCARNAÇÃO

MORTE = Exaustão dos órgãos, ausência de atividade elétrica cerebral.
FLUIDO VITAL = Fluido mais ou menos grosseiro, encontrado apenas nos seres orgânicos. É responsável pela animalização da matéria nos seres vivos, o elemento que da impulsão aos órgãos, movimento e atividade a matéria organizada.

DETERIORAÇÃO DO FLUIDO = neste caso, o corpo enfermo não estaria em condições de participar da renovação do fluido vital adulterado, o que completaria o circuito de forças enfermicas.
Em muitas oportunidades, a exaustão do corpo físico será procedida pela deterioração do fluido vital que o animaliza.

MORTE = morte física
DESLIGAR = desligamento puramente espiritual.

O desligamento espiritual é o processo através do qual o Espírito desencarnante se afasta definitivamente do corpo físico que o abrigava durante a vida na terra.
Segundo Andre Luiz, o desligamento, via de regra, inicia-se na porção caudal do corpo, e, em sentido ascendente, atinge a região cefálica. Quando não existir mais nenhum ponto de contato entre perispírito e corpo físico, o desencarnante está completamente liberto da matéria.

MORTES TRÁGICAS – neste caso, a morte alcançaria os órgãos empregando-os de fluidos vitais sadios, o que poderia criar dificuldades na readaptação do desencarnante a sua nova vida, já que o fluido vital é exclusivo dos encarnados.
O sofrimento que acompanha o desencarnante é diferentemente proporcional a culpabilidade da vitima naquele acidente.
Nos casos em que o Espírito não foi o responsável (consciente ou inconsciente) pelo seu desencarne, o fluido vital restante sofreria uma “queima rápida”, o que liberaria o Espírito dessas energias impróprias para a vida.

ESTADO DE PERTURBAÇÃO – neste instante a alma experimenta um torpor que paralisa momentaneamente suas faculdades, neutralizando, ao menos em parte, as sensações, de modo que quase nunca testemunha conscientemente o derradeiro momento.
Em algumas pessoas ela é de curtíssima duração, quase imperceptível, e nada tem de dolorosa poderia ser comparado ao um leve despertar.
Em outras o estado de perturbação pode durar muitos anos, até séculos, e pode configurar um quadro de sofrimento severo, com angustia e temores acerbos.
Nas mortes súbitas ou traumáticas o estado de perturbação é maior, nas doenças crônicas, arrastada, facilita o desligamento do Espírito e sua identificação com a vida pós-tumulo

BALANÇO EXISTENCIAL – os principais fatos da vida do desencarnante deslizam diante de sua mente, numa velocidade espontânea, e ele revê a si mesmo em quase todos os grandes lances de sua encarnação.
O conhecimento que nos tiver possível adquirir das condições da vida futura exerce grande influencia em nossos últimos momentos, da nos mais segurança, abrevia a separação da alma.

ATITUDE DA FAMÍLIA – no estado de perturbação, a alma tem consciência dos pensamentos que se lhe dirigem. Os pensamentos de amor e caridade, as vibrações dos corações afetuosos brilham para ela como raios na nevoa que a envolve ajudam-na a soltar-se dos últimos laços que a acorrentam a terra, a sair da sombra em que esta imersa.
As preces pelos Espíritos que acabam de deixar a terra tem por fim, não apenas proporcionar-los a se libertarem das ligações terrenas, abreviando a perturbação que segue sempre a separação do corpo, e tornando mais calmo o seu despertar.

“ A SAUDADE SOMENTE CONSTROI QUANDO ASSOCIADA AO LABOS DO BEM” ( Andre Luiz)


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