A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos.
A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.
A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos...
TUDO BEM!
O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum...
é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos.
Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.

04 julho, 2010

EMANCIPAÇÃO DA ALMA

Durante o sono, a alma não repousa como o corpo, o espírito nunca fica inativo, os laços que prendem ao corpo se relaxam e, como o corpo não precisa do Espírito ele percorre o espaço e entra em relação mais direta com outros Espíritos.
Pode-se avaliar a liberdade do Espírito durante o sono pelos sonhos. Quando o corpo repousa, o Espírito tem mais condições de exercer seus dons, faculdade do que em vigília, tem lembrança do passado e algumas vezes a previsão do futuro, adquire mais poder e pode entrar em comunicação com outros Espíritos. Quando dizemos: tive um sonho esquisito, horrível, mas que não tem nada real engana-se, muitas vezes é a lembrança dos lugares e das coisas que vimos ou veremos numa outra existência, ou num outro momento.
O sono liberta, em parte, a alma do corpo. Quando dormimos, estamos momentaneamente no estado em que o homem se encontra após a morte.
Os Espíritos que logo se desligam da matéria, quando desencarnam, tem um sono consciente. Durante o sono, reúnem-se a sociedade de outros seres superiores e com eles viajam, conversam e se instruem, trabalham até mesmo em obras que depois encontram prontas , quando, pelo desencarne, retornam ao mundo espiritual. O sono influi mais na nossa vida do que pensamos.
Durante o sono, os Espíritos encarnados estão sempre se relacionando com o mundo dos Espíritos e é isso que faz com os Espíritos superiores consintam, sem repulsa, em encarnar entre nós.
O sonho é a lembrança do que o Espírito viu durante o sono, mas que nem sempre nos lembramos do que vimos. É que a alma não está em pleno desdobramento. Muitas vezes, apenas fica a lembrança da perturbação que acompanha a partida e a volta, a qual se acrescenta o que fizemos ou do que nos preocupa no estado de vigília. Os maus Espíritos também se servem dos sonhos para atormentar as almas fracas e medrosas.
Os sonhos são produtos da emancipação da alma, que se torna mais independente pela dispersão da vida ativa e de convivência. Daí uma espécie de clarividências indefinida, que se estende dos lugares mais afastados.
Os sonhos não tem o significado que certos adivinhos lhes atribuem dizendo que sonhar com isto significa aquilo. São verdadeiros no sentido de que apresentam imagens reais do Espírito, mas muitas vezes não tem relação com o que se passa na vida corporal, é também como, uma lembrança. Tendes numerosos exemplos de pessoas que apareceram em sonhos e vem advertir do que lhes está acontecendo, isso nada mais é que a alma ou Espírito dessas pessoas que vem se comunicar.
O sono completo não é necessário para a emancipação do Espírito, se aproveita para se emancipar, em todos os momentos de repouso que o corpo lhe concede. Desde que haja debilidade das forças vitais, o Espírito se desprende, e quanto mais fraco estiver o corpo, mais livre ele estará.

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